-Falam português! Não precisamos falar em francês. De onde são?
- Brasil, e você?
- Portugal. Vocês vão querer pequeno almoço?
Nos entreolhamos: "que raios é pequenos almoço". E a Carol: "Petit Dejeneur". E eu:
- Ah, você se refere ao café da manhã!
- Café da manhã? Que diferente! O pequeno almoço é servido das 7 às 10 da manhã.
- Tá bom, obrigada.
No dia seguinte, pegamos um ônibus para o centro e ao solicitar informações, descobrimos que a senhora parada do ponto também falava português. Andamos pela parte central de Luxemburgo, que não é muito grande é dá para percorrer a pé. Ela parece uma paisagem de contos de fadas, con castelos, uma ponte antiga de pedra e um muro que circundava o feudo que existia ali no século XIII.
Saímos de lá, visitamos uma igreja - a vovó queria rezar em uma igreja em cada cidade que passássemos, para pedir pela saúde de todos - e foi quando descobri que os vitrais contavam, na verdade, a história dos senhores feudais e reis que viveram por ali, com informações como "Nessa igreja casou-se fulano de tal, ano MDCXII", e a gravura representava o casamento.
Depois fomos fazer compras e passear pelas ruas. Resolvemos deixar para almoçar depois, tínhamos tomado um bom café da manhã no hotel. Luxemburgo é cheia de lojas de grife caríssimas (uma bolsa Luis Vuiton por mil euros, por exemplo), dá pra ver que as pessoas lá têm muito dinheiro. Mas achamos uma loja de departamentos com roupas de excelente qualidade em promoção de fim de inverno (comprei uma saia linda por 5 euros!) e esquecemos de vez o almoço. Às cinco e meia, resolvemos almoçar e saímos procurando um restaurante, olahmos alguns, e quando resolvemos parar, o rapaz nos explicou que fecharia. Fomos a outros, e aconteceu a mesma coisa. Às seis e dez, não tinha mais nada aberto!!!!!!! Achamos apenas um café, que fechava às seis e meia e a funcionária, compadecida da nossa situação, nos deu 15 minutos para comer o último croissant e os dois últimos brioches que ela tinha no balcão. Perguntamos porque tudo fechava tão cedo e ela explicou que a maioria dos funcionários, incluindo ela própria, não morava em Luxemburgo, mas em Bruxelas. Você consegue imaginar um país onde a maioria dos trabalhadores da capital mora EM OUTRO PAÍS????? Ela também disse, em português, que muitos que moravam em Luxemburgo eram imigrantes portugueses. Ou seja, para lá você pode ir tranqüilo, sem saber um segundo idioma. Não demora e você consegue um quarto, comida e informação. Só jantamos mesmo, e muito bem, às dez da noite, no restaurante chinês ao lado do hotel. Em muitos lugares da Europa, há chineses imigrantes que abriram um restaurante. Você pode confiar: a comida é boa, não é cara, e eles trabalham de verdade...
2 comentários:
Chines tem em tudo que é lugar mesmo...
Pra quem gosta de comida chinesa, não passa fome em lugar nenhum
Luxemburgo é uma Cidade Linda...
Tenho vontade de conhese-la
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